quinta-feira, 16 de maio de 2013

Espera

Ela aguardava. Enquanto isso, lia um pouco, estudava, se distraia, escrevia. Esperava pacientenmente, mas também ansiosamente o momento e que ele retornaria.

 Do lugar onde ela estava podia observar a movimentação, o desmontar da feira, o trânsito de pessoas que entravam e saiam da galeria. Traballhadores que faziam a limpeza da rua. Até que para um domingo, o local estava bastante movimentado. E o telefone que não toca.

 Ela imaginou o que ele estari fazendo. Lendo? Vendo TV? Ele também aguardava, Iria conversar com ocnhecidos sobre seus assuntos profissionais e disse que ligaria mais tarde. Esataria ele já em conversa, ou também aguardava? A que pé estaria o diálogo? Já estaria no fim? Ela só podia especular.
E aguardar.

Engraçado que este é o tipo de coisa que a mais incomoda. Tr que esperar algo. SE pudesse resolveria tudo sozinha, pra não ter que aguardar alguém fazer por ela. Mas não dá pa abraçar o mundo com seu 1 metro de perna. Dá pra fazer muitas coisas. Andar ais rápido, chegar antes aos lugares, correr, mas abraçar o mundo, sozinha? Impossível...
 E o telefone não toca.

 Nem sendo outra pessoa, nem pra ser engano. Nem pra serem seus pais procuando notícias. Nada. Nem que seja pra dar aquela pontinha de esperança, aquele salto no coração, aquele frio na barriga e as borboletas no estômago. Nada. Nem uma mensagem. E ela contiua a aguardar. Em algum momento ele iria retornar.

Ah, maldita galeria! Num outro dia acoteceu o mesmo. Ela aguardou ele ligar, esperando, no mesmo lugar. Ele ligou, mas não puderam se encontrar no momento, e ele ficou de retornar quando estivesse liberado. Só foi ligar quando ela, com frio, fome, molhda de chuva e cnsada de esperar estava dentro do ônibus, a caminho de casa.
Ela desejou descer do ônibus como ele tinha sugerido, mas usou da sua racionalidade:
- Não... Vou pra casa.

Na mesma galeria ainda, encontros e sensações estranhas nada agradáveis já ocorreram também. O que levavam-na a crer que aquele não era o melhor ponto de encontro pra eles. Mas ela já estava lá e não tinha muitas outras opções no domingo. Esperaria ali, até que o telefone tocasse, e do outro lado a voz dele, que ela tanto gostava de ouvir, dissesse:

 - Pronto, podemos nos encontrar? E de repente, o telefone tocou.