Para tudo há um início. Há sempre histórias que moldam um ser pensante. Até mesmo para os maiores loucos.
domingo, 6 de janeiro de 2013
Faz parte do processo...
É... 2013, mais um ano que se inicia.
Hora de tornar a escrever, coisa que não tive tempo de fazer em 2012, me atropelei muito nos processos de vida...
Mas voltei, e espero que pra ficar.
Muito tempo sem escrever, mas refletindo muito. Logo, muito assunto pra colocar no papel e de retirar do meu vulcão interno. Afinal, não é só Oswaldo Montenegro que pode dizer que "metade de mim é um vulcão".
Bom, deixemos o blá blá blá de lado e vamos ao que interessa.Minhas reflexões. Tá, pode ser que não interessem tanto, mas aí você tem a opção de parar de ler a postagem e ir procurar um bom livro.
O fato é que andava angustiada com os trabalhos. Tava fácil demais. Ou pelo menos a lógica era simples, o que não quer dizer que fosse fácil de realizar. Você tinha que produzir. Ser melhor que os outros, pensar a mais. Essa é a lógica do Mercado de trabalho. Triste mas verdade. A competitividade.
E eu entrava em parafuso porque não era isso que queria fazer. Não foi pra isso que estudei e entrei numa faculdade de renome. Serei eu crítica demais? Comecei a encontrar defeito em tudo que me cerca.Ou seria eu alguém com um diferencial, longe das mesmices do mundo, da sociedade?(pretensão minha falar assim? talvez, mas não importa, não vai alterar o rumo do texto).
Eu me perguntava o que vinha fazendo de bom, de diferente com o potencial que eu acreditava ter.
Pensei, pensei. Remexi, rebusquei, refleti. Interiorizei aquilo tudo, exteriorizei. Em palavras, em lágrimas, em risos. O que afinal tenho feito de bom? Um dia serei alguém no mundo? Terei renome? Vou ter artigos publicados? Talvez eu devesse me dedicar mais...
E então depois de repassar mentalmente todo o projeto que outrora fizera pra minha vida. Cada uma de minhas escolhas e o trabalho que realizava. As pessoas que fizeram diferença na minha vida, que eu tomei como exemplo, querendo ser assim, e fazer um trabalho tão bom quanto faziam. Os momentos nos quais eu me senti responsável pela vida de tantos outros e fiz um mínimo de diferença no seu cotidiano. Semeei aquela pontinha de protagonismo. O meu trabalho era importante. Talvez não reconhecido e não glamouroso. Mas sem dúvida importante.
E foi então que numa conversa com um amigo pra tentar ajudar, aconselhar, ou sabe-se lá porque, soltei a frase: nosso trabalho só faz sentido quando nos tornamos desnecessários.
E é isso. escolhi ser uma educadora, acima de tudo. Sempre me dediquei a isso. E não a educar as coisas formais: Matemática, Português, geografia, ciências... Não. Essas matérias são de fato importantes, mas não são tudo. De que adianta valorizar só um tipo de conhecimento? Não. Eu gostava de ensinar pras pessoas que elas podiam fazer a diferença na vida, no mundo. E era isso que eu fazia.
E era muito bem sucedida. E tudo fez sentido. Só posso dar-me por feliz e realizada quando aquela pessoa a quem ensinei pode ser protagonista de sua vida, suas escolhas e não precisar mais da minha ajuda. E isso não é ingratidão da pessoa. Até porque não faço meu trabalho pensando nos louros ou Em que ela seja eternamente grata a mim, não espero nada em troca. Meu orgulho é ver que eu fiz a diferença na vida de alguém e a ajudei a ser melhor, acrescentei algo a ela.
E aí eu sosseguei. Me encontrei de novo. E descobri novamente o significado gostoso daquela palavra que a princípio parece feia, mas que muito me define. Sou uma neotéfila!
Não, isso não é uma doença, mas é sim contagioso. Neotéfilos são os amantes da juventude. E é isso que eu sou, essa é minha vocação. Educar, ajudar, aos outros e a mim que ainda sou jovem. Fazer a diferença na vida de tantos e tantas jovens por aí afora.
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